Soneto LXVII - O espelho
Quem és tu, figura tão difusa,
que dança e se esquiva no espelho
- ora viva e forte como o tom vermelho,
ora pálida também, ora confusa ?
Quem és tu, Esfinge tão medonha,
que desperta os mais secretos medos?
Quem és tu, ó lírica enfadonha,
rainha de todos os segredos?
Qual a matéria que compõe teu ser?
Qual música entoa a tua lira?
Por vezes, olho e não consigo ver,
pois é diáfana a figura que se mira.
Ora viva e forte como o tom vermelho,
quem és tu esfinge do espelho?
#Andrei Mikhail
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